terça-feira, fevereiro 27, 2007

Paulo Leminski


O assassino era o escriba

Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida, regular como um paradigma da primeira conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.Foi infeliz.Era possessivo como um pronome.E ela era bitransitiva. Tentou ir para os EUA.Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas, conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.

Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.


. J G

2 comentários:

Anônimo disse...

MUITO FODA, bem loko...
heuheuheuheu...
agora conseguir arrumar, vou comentar toda vez, a nao ser qnd eu nao estiver na net. ou caiu a net, out tiver quebrado meu pc...
ahuhauahua
te Amo !!!!!!

Neco Vieira disse...

Sendo ou não esse texto de sua autoria..está perfeito

uahha


adorei

aula de portuga em um texto

Bju ate o proximo post